Licitação para construção de túnel no Portão do Inferno em MT não tem vencedor após 6 meses aberta
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Obras de retaludamento na região do Portão do Inferno
Sinfra-MT
A licitação para as obras de construção de um túnel na MT-251, região do Portão do Inferno, não teve empresa vencedora, conforme anunciado pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), nesta quinta-feira (21).
O edital foi lançado em novembro do anos passado e teve apenas uma proposta, do Consórcio TB-ETEL. No entanto, a empresa foi inabilitada pela Comissão de Licitação da Sinfra-MT por não cumprir os requisitos de qualificação econômico-financeiro previstos no edital.
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Em abril, o Consórcio apresentou recursos após ser desclassificado da licitação, mas a decisão da Comissão foi mantida e acompanhada pela Procuradoria Geral do Estado.
"Como o Consórcio havia sido o único a apresentar propostas, a licitação foi considerada fracassada, já que não houve uma empresa habilitada a executar as obras. Agora, a Sinfra-MT irá fazer uma revisão dos dados do anteprojeto para publicar um novo edital de contratação da obra", informou a secretaria.
Consórcio recorreu após ser desclassificado de licitação para o Portão do Inferno
O que a empresa deverá fazer
Conforme o edital, a empresa vencedora da licitação ficará responsável por elaborar o projeto básico, o projeto executivo e executar as obras do túnel que substituirá o plano de retaludamento no Portão do Inferno. A proposta de cortar os paredões havia sido suspensa após estudos apontarem a inviabilidade técnica da intervenção.
O edital prevê ainda a contratação integrada para construção do novo túnel, além de obras de pavimentação e implantação de acostamento no trecho considerado crítico da rodovia.
A obra
A passagem subterrânea passou a ser a alternativa adotada pelo governo após quase dois anos de instabilidade na região, marcada pelo risco constante de queda de blocos rochosos sobre a pista.
Em junho deste ano, o projeto inicial teve de ser revisado. O retaludamento, que consistiria na escavação e retirada de cerca de 180 mil metros cúbicos de material rochoso, gerou preocupação entre pesquisadores e entidades ambientais, que alertaram para impactos ecológicos e incertezas sobre a segurança da obra.
Na época, o governador Mauro Mendes (União) afirmou que estudos geológicos emergenciais realizados durante o início da intervenção identificaram inconsistências que colocavam em dúvida a viabilidade do corte dos paredões, especialmente devido ao uso de maquinário pesado. Segundo Mendes, as sondagens iniciais não foram suficientes para mapear todas as características geológicas da área.